quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Papa explica nova encíclica...


Bento XVI falou hoje sobre a sua nova encíclica, Spe salvi, e da importância de apresentar a esperança no mundo de hoje.
“É evidente, de uma maneira dramática que o mundo precisa de Deus: de facto a ciência não é capaz de redimir a humanidade embora possa contribuir para o bem–estar”.O Papa destacou que “o homem é redimido pelo amor, que torna boa e linda a vida pessoal e social. Por isso a grande esperança, aquela plena e definitiva é garantida por Deus que em Jesus nos visitou e nos deu a vida e nele virá no fim dos tempos”.
“Temos esperança em Cristo e é Ele que esperamos. Com Maria, sua Mãe, a Igreja vai ao encontro do Esposo: fá-lo com as obras de caridade, porque a esperança, como a fé mostra-se no Amor".
“Jesus, com a sua morte na cruz e a sua ressurreição, revelou-nos o seu rosto, o rosto de um Deus de tal modo grande no amor que nos comunicou uma esperança inquebrantável, que nem a morte pode prejudicar, porque a vida de quem se entrega a este Pai, abre-se à perspectiva da eternidade bem-aventurada".
(Rádio Vaticano)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Ser Pobre…


Um pai, abastado, queria que o seu filho soubesse o que era ser pobre, então levou-o para passar uns dias com uma família de camponeses.
O menino passou 3 dias e 3 noites com a família de camponeses. No carro, de regresso a casa, à cidade, o pai perguntou-lhe:
- Como foi a experiência?
- Boa - respondeu o filho, com o olhar perdido à distância.
- E o que é que aprendeste? - Insistiu o pai.
O filho respondeu:
- Que nós temos um cão e eles tem quatro.
- Que nós temos uma piscina com água tratada, que é metade do nosso quintal. Eles têm um rio sem fim, de água cristalina.
- Que nós importamos candeeiros do Oriente para iluminar o nosso jardim, enquanto eles tem as estrelas e a lua para iluminá-los.
- O nosso quintal chega até o muro. O deles chega até o horizonte.
- Nós compramos a nossa comida, eles cozinham-na.
- Nós ouvimos mp3. Eles ouvem uma perpétua sinfonia de pássaros, periquitos, sapos, grilos e outros animais...
- Nós usamos microondas. Tudo o que eles comem tem o glorioso sabor do fogão a lenha.
- Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes... Eles vivem com as suas portas abertas, protegidos pela amizade dos seus vizinhos.
- Nós vivemos presos ao telemóvel, ao computador, à televisão. Eles estão presos à vida, ao céu, ao sol, à água, ao verde do campo, aos animais, às suas sombras, à sua família…

Às vezes é bom reflectirmos e olharmos para nós próprios, antes de julgarmos aqueles que estão ao nosso lado...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Semana dos Seminários chegou ao fim...

A Semana dos Seminários encerrou no passado domingo dia 18, mas não o seu trabalho...
Ao longo de uma semana, a Igreja esteve voltada de forma especial para os Seminários. Instituições que apresentam uma realidade, concebida como diferente, distante, mas envolta também em desconhecimento. É preciso dar a conhecer a verdadeira realidade, criando para isso, momentos de proximidade e esclarecimento sobre esta realidade.
Mais do que valorizarmos o ministério sacerdotal, que é o centro da mensagem, devemos preocuparmo-nos em despertar novas vocações à família, porque esta é o berço para a realização de toda e qualquer vocação...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Uma pequena história...

Deixo-vos uma breve história anónima que pode ajudar-nos a compreender o amor de Cristo por nós e o quanto a sua presença por vezes nos passa despercebida:

«Um excelente nadador tinha o costume de correr até à água e de molhar apenas o dedo grande do pé antes de mergulhar. Alguém intrigado com aquele comportamento, perguntou-lhe qual a razão daquele hábito.

O nadador sorriu e respondeu: "Há alguns anos eu era professor de natação. Ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até à piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz porque a lua brilhava através do tecto de vidro da piscina. Quando estava no trampolim, vi a minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, a minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando a minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e no seu significado. Eu não era cristão, mas quando era criança ouvi dizer que Jesus tinha morrido na cruz para nos salvar pelo seu precioso sangue. Naquele momento as palavras daquele ensinamento vieram-me à mente e fizeram-me recordar o que tinha aprendido sobre a morte de Jesus. Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos. Finalmente desci do trampolim e fui até à escada para mergulhar na água. Desci a escada e os meus pés tocaram no piso duro e liso do fundo da piscina. Tinham esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo e senti um arrepio nas costas. Se eu tivesse saltado seria o meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei-me na berma da piscina, pedi perdão dos meus pecados e entreguei-me a Cristo, consciente de que foi exactamente numa cruz que Jesus morreu para me salvar. Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou à piscina molho o dedo do pé antes. Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar ou atrasar as coisas pois tudo acontece no seu devido tempo e esse tempo é o tempo de Deus e não nosso".»

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Igreja e Eutanásia...

Um artigo bem feito do prof. Daniel Serrão, explica os contornos de uma questão delicada e mal interpretada.

Ciclicamente agita-se, nos meios de comunicação social, a questão da eutanásia e sempre se torna necessário esclarecer as consciências dos cristãos sobre o que verdadeiramente está em causa.
Eutanásia é a morte deliberada e intencional de uma pessoa, a seu pedido, pela outra pessoa que recebe e acolhe o pedido. Se não há pedido não há eutanásia, há um homicídio comum. Se há pedido há também um homicídio, mas em resposta a uma vontade expressa pela pessoa que é assassinada.
Quando a pessoa está doente e solicita ao seu médico que a mate este não pode acolher este pedido, porque não é sua função matar o seu doente. Mas deve imediatamente acolher com respeito este pedido e dar a maior atenção aos motivos que levam aquele doente a desejar ser morto em vez de desejar viver.
Podem ser dores, e então a obrigação do médico é tratar as dores e hoje não há dores intratáveis. O doente sem dores não solicita a eutanásia.
Pode ser um sofrimento difícil de suportar. Então o médico com a ajuda do enfermeiro e de outros profissionais, designadamente psicólogos clínicos, porá à disposição do seu doente em desespero, todos os meios que permitem tornar suportável o sofrimento.
Pode ser um sentimento de esgotamento de qualquer projecto de vida que faz com que a pessoa, em dificuldades, prefira morrer a viver. Também este estado psicológico é susceptível de tratamento que consegue reconstruir a vontade de viver.
Por vezes o doente chega a estes estados por cuidados médicos a mais ou por cuidados médicos a menos.
Por obstinação terapêutica, em situações que já atingiram a fase da incurabilidade e estes cuidados a mais, desproporcionados, geram um grande sofrimento. A pessoa tem o direito de os recusar e de viver o seu período terminal em paz.
Pode não estar bem tratada,em especial das dores e do sofrimento e estes cuidados a menso criam estados de desespero e motivam pedidos de eutanásia. A pessoa tem direito a exigir que lhe seja prestado o tratamento próprio da fase terminal, que é o cuidado paliativo.
O cuidado paliativo é um cuidado especializado prestado por uma equipe de profissionais competentes nas várias disciplinas que o compõem. Pode ocorrer em unidades próprias, em áreas de hospitais de cuidados gerais ou no domicílio.
A evidência, onde existe o cuidado paliativo, é que o doente que está acolhido e tratado de todas as perturbações, físicas, psicológicas e espirituais que ocorrem na fase terminal da vida, não pensa em eutanásia, nem a pede nunca, porque compreendeu que a eutanásia não é a solução.
Para a Igreja Católica é esta a solução e já vão aparecendo unidades inspiradas por instituições com ligação à Igreja Católica. É preciso que se criem muitas mais e que a Igreja contribua para a formação do pessoal especializado necessário. No cuidado paliativo não há lugar para a recusa de cuidados extraordinários ou desproporcionados, que a doutrina católica, desde Pio XII, sempre reprovou, porque o cuidado paliativo não acelera nem atrasa o processo de morrer. O doente é acompanhado constantemente e todas as intercorrências são tratadas, sempre, com competência técnica e em tempo útil. Mas sem nenhuma orientação intensivista e de suporte artificial de funções vitais quando já só produz sofrimento e em nada beneficia o doente. Só é feito o que contribui para manter o bem-estar da pessoa até ao momento final.
No cuidado paliativo o processo de morrer é re-socializado, com um lugar importante à família e aos amigos que também são objecto do cuidado paliativo e são por isso participantes na criação de um estado de permanente bem-estar para a pessoa.
Uma pessoa que é “depositada” numa cama de hospital para morrer no maior abandono e esquecida dos cuidadores ou submetida a intervenções intensivas e inúteis, essa é candidata a pedir a eutanásia. Mas a eutanásia não é, nunca, a solução.
Em vez de proclamar que a eutanásia deve ser proibida ou permitida, a posição da Igreja é a de que ninguém esteja nunca em situação de pensar que a eutanásia é a solução para o seu desespero. Dizer que se mata por compaixão é, de facto, matar a compaixão.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Bento XVI apela à objecção de consciência: Farmacêuticos também devem ter o direito de não colaborar perante casos de aborto e de eutanásia…


O Papa defendeu hoje no Vaticano que a objecção de consciência "é um direito que deve ser reconhecido" também aos farmacêuticos nos casos do aborto e da eutanásia.
Recebendo no Vaticano os participantes do Congresso Mundial "As novas fronteiras do acto farmacêutico", o Papa pediu que estes profissionais possam ter a opção de "não colaborar directa ou indirectamente no fornecimento de produtos que têm como objectivo escolhas claramente imorais".
Entre as preocupações apontadas estão as substâncias que impedem "a nidificação de um embrião" (a chamada pílula abortiva" e as que procuram "abreviar a vida de uma pessoa".
"A vida deve ser protegida desde a sua concepção até à sua morte natural", indicou Bento XVI, pedindo aos farmacêuticos que desempenhem "um papel educativo com o paciente, para um justo uso dos cuidados médicos e, sobretudo, para dar a conhecer as implicações éticas da utilização de determinado fármaco".
“A procura de um bem para toda a humanidade não se pode fazer em detrimento do bem das pessoas tratadas" sublinhou ainda.
Tendo em conta as “implicações éticas” destes temas, o Papa deixou votos em favor de uma mobilização dos que trabalham nas diferentes profissões ligadas à saúde, católicos e “pessoas de boa vontade”, para que se aprofunde a formação, não só no plano ético, mas também no que diz respeito às questões bioéticas.
“O ser humano deve estar sempre no centro das opções biomédicas”, indicou.
Bento XVI defendeu também “a solidariedade no domínio terapêutico, para permitir um acesso aos medicamentos de primeira necessidade de todas as camadas da população e em todos os países, nomeadamente para as pessoas mais pobres”.
(Notícia AE)

Beatificações não são políticas...


O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, defendeu hoje no Vaticano que a beatificação de de 498 fiéis martirizados na perseguição religiosa que teve lugar durante a Guerra Civil (1934-1939) não deve ser vista de um ponto de vista político.
Os mártires, indicou, "não foram propostos à veneração do povo de Deus pelas suas implicações políticas, nem para lutar contra quem quer que seja, mas para oferecer a sua existência como testemunho de amor a Cristo".
Os novos beatos são dois bispos, 24 sacerdotes diocesanos, 462 membros de Institutos de Vida Consagrada (religiosos), um diácono, um subdiácono, um seminarista e sete leigos. As beatificações acontecem no momento em que o projecto de lei da Memória Histórica deve ser votado esta semana pelo parlamento espanhol, que lembra as vítimas da guerra, bem como as do regime de Franco.
A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) tem insistido na ideia de que os beatos da Igreja Católica não são "mártires da guerra civil" espanhola, mas "mártires da perseguição religiosa", evitando assim fazer da cerimónia uma homenagem a uma das facções envolvidas no conflito.
Particularmente significativos, nestes dias de festa espanhola no Vaticano (milhares de peregrinos estão ainda hoje nas ruas de Roma), foram os apelos à paz e à reconciliação.
Nas palavras que dirigiu aos fiéis reunidos na Basílica de São Pedro, antes do início da Missa desta manhã, o Arcebispo de Toledo e Primaz de Espanha, Cardeal Antonio Cañizares, voltou a frisar que os novos beatos são "um apelo premente à unidade, à paz, ao reconhecimento e ao respeito por cada ser humano, ao diálogo, à mão estendida, ao perdão e à reconciliação entre todos".
O Cardeal Bertone não deixou de falar das "circunstâncias históricas trágicas" que levam à "morte violenta" por causa da fé, mas frisou que os mártires "transcendem o momento histórico".
Nesse sentido, observou, "não são simples heróis ou personagens de uma época longínqua", mas "faróis" que ensina os crentes a viverem a vida da fé "perante uma cultura que procura afastar ou menosprezar os valores morais e humanos que são ensinados pelo próprio Evangelho".
Juntamente com dezenas de Cardeais, Bispos e sacerdotes, o Secretário de Estado do Vaticano centrou-se precisamente no significado religioso da maior celebração de beatificação da história da Igreja, pedindo que a mesma "suscite na Espanha um vigoroso chamamento a reavivar a fé".

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Morreu mestre dos vitrais de Taizé...


No dia 17 de Outubro, morreu em Taizé o irmão Eric, de 82 anos. A sua saúde tinha-se tornado muito frágil e uma pequena doença levou-o à morte em poucas horas.
Nascido em Genebra em 1925, Eric de Saussure estudou Belas-Artes em Paris e em Florença. Juntou-se em 1949 à Comunidade de Taizé, na altura ainda muito pequena. Viveu não apenas em Taizé, mas também nas fraternidades de irmãos na Argélia e nos Estados Unidos. Tinha grandes dons artísticos.
Através das suas criações, pinturas, águas-fortes, vitrais, foi um dos irmãos que despertaram a sensibilidade para a beleza, tão ligada à vocação de Taizé.
Os seus numerosos vitrais estão dispersos por todo o mundo. Entre eles encontram-se especialmente os das festividades cristãs na Igreja da Reconciliação. Devemos-lhe também o ícone da Cruz e o de Nossa Senhora, que desde há muitos anos apoiam a oração dos peregrinos em Taizé.
(N. Taizé)

Directa com Deus...


Na vida de estudante, são muitas as directas antes dos exames. Também depois, mas para festejar ou esquecer. Enquanto os exames não chegam, a directa foi “com Deus”.
A proposta partiu da Pastoral Universitária da Diocese do Porto e do Centro de Reflexão e Encontro Universitário Inácio de Loyola (CREU-IL), dos jesuítas: promover a noite XP para fazer uma “directa com Deus”. E a ideia “pegou”. Cerca de 700 universitários deixaram outros “programas” para a noite da última sexta-feira e caminharam pela cidade para o encontro com cada um, com o outro e com Deus.
O ponto de encontro foi na Alfândega. Depois, uma caminhada até ao cais da Ribeira para uma travessia de barco para o cais de Gaia, recordando os ensinamentos que Jesus propôs noutros barcos e para olhar a cidade a partir do rio. A subida à Serra do Pilar foi o ponto central de uma noite de caminhada, por acontecer aí a celebração da Eucaristia. Presidiu o Bispo do Porto, que caminhou com os jovens até este local e transmitiu aos universitários a certeza de que “só as coisas de Deus são eternas, como a Sua caridade”, modelo para a relação também entre jovens universitários. (…)
A mensagem, no entanto, não era a de muitas directas. Era a do Evangelho. “A experiência da relação e do acolhimento de Cristo vivo entre nós, que caminha connosco na nossa cidade, no nosso dia a dia, na vida de universitários e que se faz tudo isto que aqui fazemos: reflexão, oração, recolhimento, festa, encontro convívio, caminho”. Foram essas as emoções da noite XP.
(N.E.)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Mais que uma vida...


Hoje fui surpreendido! Algo de inesperado aconteceu de uma forma irreverente, simples, lógica talvez! Esse algo foi um acontecimento que me deixou pensativo, sim pensativo é o termo adequado! Mas ao mesmo tempo fraco... Triste por um lado e com uma réstia de luz e alegria por outro! O algo está ligado a alguém, e esse alguém, hoje, fez-me pensar... Contudo e por mais que tente descrever aquilo que estou a viver e a sentir, não consigo! De momento só me lembro da letra da canção dos Delfins: "Nasce Selvagem...", penso que define bem o meu algo e o meu algém de hoje!

Mais do que a um país
que a uma família
ou geração

Mais do que a um passado
Que a uma história
ou tradição

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Mais do que a um patrão
que a uma rotina
ou profissão

Mais do que a um partido
que a uma equipa
ou religião

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Vive selvagem
E para ti serás alguém
Nesta viagem

Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém

sábado, 20 de outubro de 2007

Ser missionário em família...


Testemunho de uma família que cresceu em missão Ad Gentes, e que em Portugal, vive ensinamentos aprendidos em Moçambique
O Dia Mundial das Missões é assinalado no próximo Domingo, dia 21 de Outubro. A missão Ad Gentes impulsiona pessoas para junto dos países sub desenvolvidos. Uma missão carregada de espírito, que quer dar o que se tem a quem tem pouco, ou viver aquilo que em Portugal não se encontra.
Ricardo e Elizabete Santos partiram em 2001 para Moçambique. Actualmente com 31 anos, Elizabete recorda a partida, na altura com 24 anos, três meses depois de ter casado, “num plano comum que tínhamos traçado”, explica à Agência ECCLESIA.
O projecto seria passar dois anos em Moçambique. Depois de um caminho no grupo de jovens leigos dos Missionários da Consolata, onde a reflexão sobre a missão para o laicado dava os primeiros passos, o jovem casal perspectivava a sua vida por dois anos.
O Instituto Português da Juventude, apoiava em 2001, alguns voluntários portugueses, que independentemente de não trabalharem para o Estado, iriam divulgar a língua portuguesa. Juntamente com Instituto Missionário da Consolata, iriam permanecer em Inhambane, na missão de Napinhane por dois anos. Ficaram quatro.
Licenciada em ensino, Elizabete Santos leccionou Matemática, no ensino secundário, numa escola privada das Irmãs Agostinianas, “que na altura trabalhavam com os missionários da Consolata”, ficando também responsável pela parte pedagógica da escola e pela formação de professores. Rica e na manutenção”. A catequese e os grupos de jovens foram tarefas que também assumiram, envolvendo-se assim na pastoral.
Na chegada a Moçambique, Elizabete Santos deu-se conta que era obrigada a parar. “O ritmo europeu é muito acelerado e contrastante com o africano”. O cumprimentar na rua que obriga a parar, “para estar com as pessoas, o parar para escutar as pessoas”, foi um factor marcante no princípio. Na sala de aula, os alunos estão “sedentos de aprender”, situação que contrasta com a portuguesa “onde tudo está disponível. Foi um trabalho muito gratificante”, aponta.
Neste período, ao todo de quatro anos, nasceram dois dos seus filhos - a Raquel e o Diogo. “Não tínhamos intenção de sermos pais em Moçambique”, adianta Elizabete. Ao partir, o projecto seria estar fora dois anos e quando voltassem seriam, então, pais. Mas em Moçambique “começamos a perceber que seria possível ter filhos lá, ter assistência pré e pós natal, e também porque gostaríamos de ficar mais tempo”.
Quando questionada sobre a vida dos seus filhos em Moçambique afirma prontamente que “a adaptação foi difícil em Portugal. Em Moçambique não, porque eles nasceram lá, estavam no seu meio, nunca tiveram dificuldade”.
As crianças “ajudaram-nos a ser missionários em família”, assume Elizabete Santos. A mais valia que encontra no projecto que abraçou foi dar testemunho enquanto família. “O povo moçambicano já valoriza muito a família”. Levar os filhos à eucaristia, rezar com eles, a forma como os educámos, eram tarefas normais e dentro da normalidade mostravam que os filhos eram iguais porque brincavam, comiam, viviam juntos, “os nossos filhos também foram missionários”.
Quatro anos depois de terem chegado à missão de Napinhane, partiram com os dois filhos para Niassa, para a missão de Mecanhelas. “Os nossos filhos ainda não precisavam de ir à escola e achámos que a nossa missão poderia ser prolongada por mais dois anos”, querendo conhecer outra realidade missionária.
A realidade encontrada, sendo no mesmo país, “era muito mais pobre”. No Sul, em Napinhane, “as pessoas estão mais despertas, têm um maior acesso a televisão ou rádio e estão mais ligadas a África do Sul”, factor que, de alguma forma, impulsiona o desenvolvimento. No Norte, em Mecanhelas “não havia televisão ou estradas alcatroadas, a cultura era muito diferente”. No entanto, a pobreza apelava a uma maior pureza nas pessoas, “que se entregavam mais rapidamente, não eram tão desconfiadas”, relembra.
Em Mecanhelas assumiu funções apenas de professora, e “enquanto tal tentava desenvolver o meu trabalho enquanto cristã”. O marido, estava mais ligado à missão, desenvolvendo trabalho nos seis lares da paróquia “que era muito grande”, e também noutros projectos na missão, entre financiamentos e ampliações.
Aqui permaneceram por dois anos, altura em que nasceu o Cristóvão, actualmente com um ano e meio.
Há oito meses em Portugal, as recordações são ainda muito vivas. “Lá há mais facilidades para se ser missionário, porque tudo à volta é trabalho e pede o nosso empenho”, afirma Elizabete - “somos missionários 24 horas por dia”. Também as pessoas são um convite à missão.
A experiência em Moçambique enquanto família “marca o que somos cá”, aponta. “Não podemos cair no consumismo, de dar tudo aos nossos filhos. Queremos manter o espírito de pobreza que conhecíamos”, afirma, não podendo ficar indiferentes ao que conheceram e à realidade que durante seis anos foi sua.
A Raquel, o Diogo e o Cristóvão são o motivo para eles não partirem. O partir em missão ficou lá atrás. “Neste momento não é mais possível. Os nossos filhos têm que estudar e não podemos ser egoístas e não pensar neles”, assume Elizabete Santos.
A sua ligação aos Missionários da Consolata não cessou. “Pertencemos aos Leigos Missionários da Consolata”, com cerca de 26 elementos espalhados pelo Norte e Centro do país. A Elizabete e o Ricardo estão a preparar um casal jovem que se prepara “também para casar e partir em missão”, continuando a fazer “uma movimentação entre os leigos para partir em missão”.
A realidade que conhece exige que, antes da partida a formação seja adequada. Partir em missão não pode ficar ao sabor do entusiasmo. “Os entusiasmos são bons para nos fazer tomar decisões”, aponta Elizabete, que afirma sentir falta de entusiasmo nos jovens.
Mas este impulso deve ser transformado em formação. “Não se pode enviar jovens baseados no seu entusiasmo sob risco de se estragar o trabalho missionário já desenvolvido no terreno”.
A missão ad gentes é assumida por diferentes pessoas, que levam a sua realidade para longe. Testemunhos diferentes e essenciais, não exclusivo de padres e irmãs consagradas, mas fruto de um trabalho deve também desenvolvido por jovens que durante um certo período da sua vida querem pensar mais nos outros.

(Notícia Agência Ecclesia)

Barcos Rabelos...

Gostava de partilhar convosco esta bela fotografia de dois barcos rabelos...

A “deontologia” do Estado...


O Governo quer ter uma palavra a dizer no Código Deontológico dos Médicos em matéria de aborto. Uma intromissão intolerável.
O poder político tem manifestado tendência para regulamentar um número crescente de actividades em Portugal.
As intervenções regulamentadoras do Estado podem ser necessárias para garantir o bem comum.
Mas, quando há exageros, a liberdade das pessoas e da sociedade civil fica lesada pela prepotência dos governantes.
Ora, com o Ministério da Saúde a impor à Ordem dos Médicos alterações ao seu Código Deontológico em matéria de aborto, atingiu-se um novo patamar de exagero na fúria regulamentadora governamental.
Claro que as leis da República têm de ser cumpridas, agradem-nos elas ou não.
Mas, uma coisa são as leis… outra a ética.
Se o Estado se arroga o direito de ditar a sua deontologia à sociedade civil e às suas instituições, algo vai mal na nossa vida pública.
É uma intromissão intolerável de quem parece querer ser dono da consciência dos portugueses...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Religiões: diálogo ou confronto


É vulgar dizer-se hoje que a religião constitui uma componente fulcral no panorama mundial. Muitas questões sociopolíticas aparecem ligadas a ela, da diplomacia ao terrorismo, das leis da vida e família ao urbanismo e imigração, à educação e saúde.
A religião não é apenas um fenómeno individual, mas é também um fenómeno social, assim sendo, senão há religião não há civilização, a religião faz parte do mundo e faz parte da liberdade humana.
E enquanto tal, ela constitui um elemento estruturante da civilização, por isso, deve cada vez mais se amadurecer a ideia de que todas as religiões podem convergir, particularmente por um desejo de paz mundial e na manifestação de uma nova era, marcada por um nível superior da consciência humana.
Portanto, penso que o caminho é o diálogo, embora o passado seja predominante marcado pelo confronto, há que definir o futuro, como um tempo novo onde o diálogo já não é o primeiro passo, mas sim o segundo, porque antes de existir o diálogo e a razão, tem de existir o encontro, para que se possam compreender as diferenças e as semelhanças das religiões.
Hoje, para que possa existir esse diálogo torna-se imperiosa e necessária uma base: o respeito, sem o qual não existirá qualquer forma de diálogo. A diversidade que formam e fundamentam as várias religiões há-de, pois, ser considerada como elemento não de dispersão, mas antes de riqueza e união na pluralidade, convergindo para um Absoluto.
No seio de toda esta problemática, torna-se cada vez mais presente a necessidade de criação de um espírito de fraternidade, para que possa existir esse diálogo inter-religioso simples, claro e verdadeiro. É fundamental o abandono de uma lógica de violência e de vingança, que parece estar impregnada ao abordarmos o tema do diálogo inter-religioso. Só quando for interrompida esta lógica, com o perdão e com o reconhecimento que todos somos irmãos, é que será possível construir um mundo de paz, mesmo na diversidade dos credos.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O livro da minha vida...



Após um tempo que parecia em sonhos que não iria mais acabar, regressei! Regressei a um quotidiano vivo e permanente, onde por vezes os dias parecem uma repetição das semanas, as semanas uma repetição dos meses, e estes uma repetição dos anos...
Porém cada minuto é um respirar de um único Alguém que habita em nós, por vezes esse respirar é mais ofegante, outras vezes é mais ténue é mesmo assim o bater do coração humano...
No iniciar deste ano lectivo rezo em mim para que consiga ser fiel ao desafio interior desse único Alguém que habita em mim: Que eu consiga ser verdadeiramente puro de coração, ja que muitas vezes não é fácil para mim manter essa pureza...

As duas faces da convicção...

A religião sempre foi um elemento importantíssimo para todo o homem, contudo hoje está mais presente do que nunca, encontrei este artigo : do professor universitário João César das Neves que retrata muitobem esta realidade, achei-o muito interessante por isso decidi partilhá-lo convosco.


É lugar-comum dizer-se hoje que a religião constitui um elemento decisivo da situação mundial. Muitas questões sociopolíticas aparecem ligadas a ela, da diplomacia ao terrorismo, das leis da vida e família ao urbanismo e imigração, educação e saúde. Estranhamente, num tempo que se orgulha de ser científico, são esquecidos os resultados mais básicos da investigação séria sobre o tema. Por isso se dizem tantos disparates.
No livro de 1950 The Individual and his Religion (Mac Millan) e obras seguintes, o grande psicólogo americano Gordon W. Allport (1897-1867), fundador da psicologia da personalidade, introduziu aquela que é hoje a distinção mais influente neste tratamento científico. Os conceitos de "religião intrínseca e extrínseca" foram-se tornando a abordagem consensual e a base dos estudos empíricos sobre religiosidade. O modelo é complexo, mas as ideias fundamentais são fáceis de descrever. Religião intrínseca é a crença profunda, onde o fiel encontra a estrutura fundamental da sua existência, que dá significado à vida e em termos da qual tudo compreende. Religião extrínseca é a religião do conforto e da convenção social, que constitui um elemento auto-suficiente que satisfaz o sujeito. Na expressão hoje consagrada, a pessoa extrinsecamente motivada usa a sua religião, enquanto a intrinsecamente motivada vive a sua religião.
Note-se que esta distinção não separa crentes de agnósticos ou fervorosos de não praticantes. Ela manifesta-se apenas entre pessoas convictamente empenhadas na sua fé, mas com motivações distintas. Por vezes até são os extrinsecamente religiosos que se apresentam mais devotos e cumpridores, pois é normal que uma adesão espiritual seja comedida e modesta, enquanto o prosélito sociocultural usa de espalhafato. Mas no fundo ele adora a sua felicidade mais do que o Senhor da felicidade.
Como seria de esperar, Allport relaciona as duas atitudes com a personalidade e o seu grau de maturidade. Enquanto a religião intrínseca se encontra em pessoas equilibradas e sensatas, a extrínseca é própria dos caracteres mais inseguros e imaturos. Daqui saem várias consequências. A religião intrínseca relaciona-se com toda a vida, é integradora, unificante, orientadora. Pelo seu lado, a extrínseca é compartimentada, preconceituosa, exclusivista, dependente, instrumental, utilitária, reconfortante. Os religiosos conservadores costumam ser extrínsecos. Os intrínsecos são humildes.
Um efeito crucial, que o autor sublinhou desde o princípio e foi sucessivamente confirmado nos estudos, é que o fanatismo e intolerância surge muito mais na religião extrínseca. Se a crença suporta o modo de vida, posição social e costumes culturais, é normal reagir brutalmente perante os desafios. Assim, a maioria das críticas à religião refere-se a manifestações da variedade extrínseca. Na guerra e violência religiosa está em causa, antes de mais, a defesa das estruturas sociocomunitárias que os dogmas impregnam. Pelo contrário, viver a vida numa entrega total ao Sublime leva a suportar com bonomia as contrariedades e a simpatizar instintivamente com os que fazem o mesmo noutros cultos. Estas ideias vêm de um modelo científico que, dotado de escalas avaliativas, permite observações rigorosas e deduções consistentes. Mas ao mesmo tempo elas constituem velhas constatações de sempre. Encontramo-las nos debates entre Cristo e os fariseus, como em inúmeras passagens dos Analectos, de Confúcio, dos Hadith, de Maomé, e tantos outros. Mas elas são também essenciais para compreender os vários fenómenos espirituais recentes, pois o sucesso das novas seitas e movimentos esotérico-religiosos deve-se ao facto de, em geral, prometerem uma crença de conforto e bem-estar, sem conversão ou penitência.
Mesmo fora do âmbito estrito da religião, muitos partidos e ideologias sabem bem como, entre os seus correligionários, existem os que entregam a sua vida à doutrina e os que fazem dela modo de vida. "Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mt 6, 21).

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Madre Teresa, 10 anos depois...


A 5 de Setembro de 1997, o coração de Madre Teresa de Calcutá deu o último suspiro. Passados dez anos, a obra que a "santa das sarjetas" ergueu continua viva e o seu sorriso perdurará. Esta data ficará na história do século XX. Durante a sua vida, ela simbolizava o amor aos mais carenciados. Aquela frágil mulher tinha uma força inesgotável e colocava em prática as palavras do Evangelho: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22, 39).
Com o final do milénio à porta desapareceu a mulher que se entregou aos "mais pobres dos pobres" e deixou muitos corações desamparados. Uma paragem cardíaca, depois de várias pneumonias e crises de malária, "levaram" Madre Teresa. Viveu com o coração, o coração a matou. A humanidade perdeu alguém que, por nada ter nem poder, tinha toda a autoridade porque ninguém conseguia dizer não a um pedido que ela formulasse.
Calcutá chorou, provavelmente, como nenhuma outra cidade do mundo, a morte desta mulher que escolheu a gigantesca metrópole indiana para viver toda uma vida ao serviço daqueles que não tinham ninguém. "Era uma verdadeira santa admirada por todos os indianos, independentemente da sua religião" - sublinhavam os habitantes de Calcutá.

Vocação precoce

Em Skopje, capital da Macedónia, pequena cidade com cerca de vinte mil habitantes, nasceu, a 26 de Agosto de 1910, Ganxhe Bojaxhiu. A sua família era católica e pertencia à minoria albanesa que vivia no Sul da antiga Jugoslávia. Um dia após o seu nascimento, Ganxhe recebeu o Baptismo e a sua educação teve lugar numa escola estatal durante os tristes anos da Primeira Guerra Mundial. Com um timbre de voz muito suave e harmonioso, a pequena Ganxhe tornou-se solista do coro da igreja da sua aldeia e, mais tarde, chegou a dirigir esse mesmo coro paroquial.
Ainda criança, Ganxhe entrou para a Congregação Mariana das Filhas de Maria que tinha uma filial na sua paróquia. Os mais pobres da região recorriam à Igreja para diminuírem as suas carências. Ganxhe sentia a sua vocação a crescer ao assistir a esta actividade de assistência aos mais carecidos.
"Aos pés da Virgem de Letnice escutei um dia o chamamento que me apelava a servir Deus" - disse, posteriormente, Madre Teresa e, confessou ainda, que descobriu a intensidade do chamamento "com uma grande alegria interior". Quando completou 18 anos, o apelo à vida religiosa tornou-se irresistível para a jovem e, a 25 de Dezembro de 1928, partiu de Skopje rumo a Rathfarnham, na Irlanda, onde se situa a Casa Geral do Instituto da Beata Virgem Maria.
Ganxhe tinha como ideal ser missionária na Índia e um sacerdote jesuíta contribuiu para esta doação aos mais pobres devido à informação de que, na Índia, as freiras dessa congregação faziam um "excelente" trabalho.
Depois de uma longa viagem, a futura religiosa chegou à casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto. A estadia em Rathfarnham foi um porto intercalar já que embarcou rumo a Bengala. Durante a primeira semana esteve em Calcutá e daí viajou até Dajeerling, ao seminário da Congregação fundada pela missionária Mary Ward.
Feitos os estudos e chegada a hora de professar os votos temporários de Pobreza, Castidade e Obediência - 24 de Maio de 1931 - Ganxhe escolheu o nome de Teresa. De acordo com as constituições da Congregação do Loreto devia mudar de nome. "Escolhi chamar-me Teresa" - contou anos depois, devido à figura inspiradora de Santa Teresa D'Ávila. No entanto "não foi pela grande Teresa que escolhi o nome - disse - mas sim pela pequena: Santa Teresa de Lisieux". Encarregada de dar formação espiritual às "Filhas de Santa Ana" - hoje formam uma congregação autónoma - Teresa absorveu o estilo de vida bengali e, posteriormente, transmitiu-o às suas freiras, quando criou as "Missionárias da Caridade".

Uma viagem luminosa

O momento da viragem aconteceu de forma imprevista. Num dos seus relatos, Teresa conta que, a 10 de Setembro de 1946, numa viagem para o convento de Dajeerling, onde ia fazer os exercícios espirituais, enquanto rezava sentiu um "chamamento dentro do chamamento". A mensagem era clara: "devia deixar o convento do Loreto (em Calcutá) e entregar-se ao serviço dos mais pobres e viver entre eles". Com a "iluminação divina", Teresa sentiu uma hesitação: como realizá-la. Este dia de Setembro ficou marcado na história das Missionárias da Caridade e, obviamente, no livro da vida de Madre Teresa como o "Dia da Inspiração".
Teresa de Calcutá pensava nos pobres da cidade que todas as noites morrem pelas ruas e, na manhã seguinte, são lançados para os carros de limpeza como se fossem lixo. Não se habituava a este "terrível espectáculo matinal". Queria fazer algo em prol daqueles esqueléticos a pedir esmola na rua e a esperar que o tempo os levasse.
A luz recebida no trajecto de Calcutá para Dajeerling foi objecto de meditação no retiro de Teresa. Este terminou numa pergunta muito concreta: "Que poderei fazer por estes infelizes?".
Abandonado o hábito da Congregação do Loreto, a Irmã Teresa comprou um sari branco, debruado de azul e colocou-lhe no ombro uma pequena cruz. Foi com esta nova indumentária - o vestido duma modesta mulher indiana - que passou a ser conhecida no mundo inteiro.
A vida da religiosa sofreu novos contornos e quando a Santa Sé reconheceu a Congregação - 7 de Outubro de 1950 pelo Papa Pio XII - a instituição da Madre Teresa de Calcutá contava com centenas de membros em todo o mundo. Primeiro, começou a levar os moribundos para um lar onde eles pudessem morrer em paz e com dignidade. De seguida, abriu um orfanato. De forma gradual, outras mulheres se lhe uniram neste projecto. Nasceu uma nova Congregação religiosa - "Mis-sionárias da Caridade" - para se dedicar aos mais pobres entre os pobres.
A luz do projecto ganhou raízes no solo fértil e as vocações começaram a surgir. Neste viveiro vocacional - muitas das mulheres que aderiram foram antigas alunas - Madre Teresa vê uma bênção de Deus. Sem operações de marketing, o trabalho da consagrada albanesa ganhava visibilidade e as vocações para "Missionárias da Caridade" surgiam a bom ritmo.
De abrigo em abrigo, Teresa de Calcutá dava - mais do que donativos - lições de higiene e moral, palavras amigas e as mãos sempre prestáveis para qualquer trabalho. Não foi preciso muito tempo para que todos a conhecessem. Quando ela passava, crianças famintas e sujas, deficientes, enfermos de toda a espécie, gritavam por ela com os olhos inundados de esperança: Madre Teresa! Madre Teresa!

Luís Filipe Santos - AE

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

domingo, 26 de agosto de 2007

Amanhã, vou para fora...


Após ter terminado, a semana mais entusiasmante das minhas férias, em que vivi um misto de sensações, desde a emoção até uma alegria viva e verdadeira... Amanhã vou para fora! Esta próxima semana vai ser algo diferente, muito prometedora, vou fazer uma paragem neste azáfama, e voltar para mim...
Ao longo desta semana vou ter para mim, um caminho: Deus, numa dimensão de diálogo e perdão... Quero quebrar com a rotina destes dois meses passados, e caminhar em direcção ao Amor. Ao Amor daquele que me gerou, e me criou... Deus!
Boa semana para todos vós caros amigos!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Há Sempre Alguém Que Precisa De Ti...


Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar.
Há pessoas tristes que precisam de alguém para as confortar.
Há pessoas tímidas que precisam de alguém para as ajudar vencer a timidez.
Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para brincar.
Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão.
Há pessoas fortes que precisam de alguém para as fazer pensar na melhor maneira de usarem a sua força.
Há pessoas habilidosas que precisam de alguém para ajudar a descobrir a melhor maneira de usarem a sua habilidade.
Há pessoas que julgam que não sabem fazer nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir as muitas coisas que afinal sabem fazer.
Há pessoas apressadas que precisam de alguém para lhes mostrar tudo o que não têm tempo para ver.
Há pessoas impulsivas que precisam de alguém para as ajudar a não magoar os outros.
Há pessoas que se sentem de fora e precisam de alguém para lhes mostrar o caminho de entrada.
Há pessoas que dizem que não servem para nada e precisam de alguém para as ajudar a descobrir como são importantes.

Precisam de alguém.
Talvez de ti...

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

A Verdadeira Fé...


Um Céptico perguntou a Devendranath Tagore:
- Falas muitas vezes de Deus, mas tens provas da sua existência?
Devendranath apontou para uma luz:
- Sabes o que é isto?
- É uma luz- respondeu o céptico.
- Como sabes que é uma luz? - perguntou Devendranath.
- Eu vejo-a , portanto, não há necessidade de prova.
- Então o mesmo se dá com a existência de Deus. Eu vejo-o em mim, e fora de mim, eu vejo-o dentro e através de cada coisa. Portanto, não há necessidade de prova.
E continuou:
- Enquanto a abelha se encontra no exterior das pétalas do lírio e não experimentou ainda a doçura de seu sumo, ela plana em volta da flor e emite um zumbido. Mas, logo que ela penetra no seu interior; ela bebe silenciosamente o néctar. Quando alguém discutir e especular sobre uma doutrina e os dogmas religiosos, é por que ainda não experimentou o néctar da verdadeira fé. Por isso, faz silêncio e compreenderás! Quando vem o Espírito com a sua Luz, a nossa lâmpada terrena já não é necessária. Pobres são os homens que crêem que as miseráveis lâmpadas do intelecto humano dão mais luz que o doce cintilar das estrelas divinas!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Cor, alegria e música cristã em Fátima...


Arrancou esta tarde em Fátima o Multifestival GauDeo, trazendo consigo muita alegria, cor, convívio e propostas celebrativas, formativas e festivas.
O tema da edição deste é ano é "No Olhar... o Segredo da PAZ!" Os concertos de música cristã serão, mais uma vez, uma aposta forte no sentido de contribuir para que todos possam experenciar um encontro pessoal com Jesus.
O Multifestival GauDeo, encontro que mistura cor, alegria e música cristã decorre até Domingo, 12 de Agosto. O objectivo dos seus promotores é promover a criatividade, dando a conhecer diversos recursos que podem ser utilizados no anúncio do Evangelho.
.Esta pode ser uma oportunidade para conhecer o que de mais recente se tem feito em vários âmbitos da evangelização, com especial destaque para a chamada "música de mensagem" - hoje, são já vários os que tocam Hip Hop, Rap, Reggae, Rock ou mesmo Heavy Metal com mensagens cristãs.
Este festival mistura espaços onde serão apresentadas algumas técnicas e realização de materiais que poderão ser utilizados na evangelização com a formação sobre diversas áreas, nomeadamente na promoção e dignificação da vida humana. Concertos, teatro, exposições de pintura, fotografia e design gráfico dão vida ao festival, que inclui espaços de oração.
"É um espaço para reflectir sobre os talentos que Deus nos dá e para partilhar os diversos trabalhos artísticos, fruto desses talentos. É um tempo em que se promove a criatividade e se dá a conhecer diversos recursos que podem ser utilizados no Anúncio da Boa Nova", dizem os promotores da iniciativa sobre este festival de Verão.
(Notícia Ecclesia)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Férias: saber perder tempo...

Caros amigos:
O tempo de férias é um tempo que pertence de uma forma verdadeiramente especial a cada um de nós.
É um tempo em que podemos ser verdadeiramente nós. E isso vê-se pela forma como usamos o tempo.
Deixo-vos esta reflexão sobre o tempo de Frei Isidro Lamelas a quem agradeço a generosidade de a partilhar.


“Para tudo há um tempo debaixo dos céus:
Tempo para nascer e tempo para morrer,
Tempo para procurar e tempo para perder,
Tempo para guardar e tempo para deitar fora” (Ecle 3,1.6).

Em tempo de férias é sempre oportuno reflectirmos sobre o bem mais precioso da nossa vida: o tempo.
Perguntem ao estudante que reprovou, quanto vale um ano! Perguntem à mãe que teve o bebé prematuro, quanto vale um mês! Perguntem aos namorados que não se viam há muito, o valor de uma hora! Para perceber o valor de um minuto, perguntem ao passageiro que perdeu o avião! Para perceber o valor de um segundo, perguntem a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente!
Assim nos mostra a vida como é precioso cada ano, cada dia, cada hora ou fracção de tempo. Será por isso que se diz que “o tempo é dinheiro”? Ou será que o tempo, como a moeda, se vai desvalorizando na nossa vida cronometrada do dia-a-dia? E, no entanto, Deus dá-nos todo o tempo do mundo de graça. Todo o tempo deste mundo: o cronos e o káiros, o tempo medido e o tempo vivido.
Os antigos consideravam que a verdadeira ocupação do homem era o ócio e não os negócios. Os monges tentaram manter vivo este ideal do homem ciente da sua vocação: não fomos criados para trabalhar, mas para louvar o criador; estamos neste mundo não para explorar a terra, mas para cuidar do jardim da criação. Ora et labora foi a fórmula de equilíbrio encontrada pelos mestres espirituais que sempre consideraram o ócio e a contemplação tão importantes como o trabalho.
Na escola, na família e na sociedade preparam-nos para o trabalho, mas não nos preparam para o ócio nem nos ensinam a saber “perder tempo”. Não nos faltam meios e propostas para matarmos o tempo, em vez de nos ensinarem a arte de vivê-lo com sabedoria: uns matam o tempo diante do televisor, outros “ocupando os tempos livres” para que nunca estejam livres; outros em actividades radicais, para que nunca cheguem à raiz das coisas e dos problemas… Matamos o tempo para não nos cruzarmos com a morte, e fugimos à morte para não nos encontrarmos com a vida.
Passamos a vida a correr contra o tempo, a lamentarmo-nos que “não temos tempo”, quando afinal o tempo só nos foge porque nós corremos contra ele. Construímos vias rápidas e máquinas velozes para ganhar tempo, mas é o tempo que foge e passa depressa sem nos permitir contemplarmos a paisagem de cada dia e saborear as paragens que a vida nos proporciona. Tornamo-nos escravos do relógio e cada vez sabemos menos “a quantas andamos”. Na ilusão de corrermos contra o tempo estamos a correr contra nós, pois não vivendo realmente, acabamos por queimar o tempo e a vida.
Como é difícil valorizar o tempo presente que Deus nos dá, vivendo o ritmo quotidiano da vida. Os mais velhos continuam a sonhar com o passado sempre “muito melhor” (no meu tempo é que era bom!), enquanto os mais jovens vivem obcecados com o futuro. Vamos assim contando os dias e os anos sem vivermos cada momento e cada dia: uns sempre atrasados ou desactualizados, outros tão avançados que parecem viver noutro planeta e fuso horário.
Necessitamos de reaprender a arte do ócio, de dar tempo a nós mesmos, à família, aos amigos. Precisamos de perder tempo com coisas “inúteis”: pararmos a admirar o mistério do amanhecer, saborear a brisa da madrugada que nos fala de Deus, escutar a polifonia dos pássaros que cantam sem contrato, ouvir o silêncio das criaturas e decifrar as mensagens das estrelas…
O tempo de férias constitui uma ocasião propícia para acertarmos a vida pelo relógio do sol e pelo ritmo das criaturas. É o tempo em que podemos tapar os ouvidos ao bater das horas, para escutarmos mais as batidas do coração. Longe de ser um tempo para “passar” ou mal gasto, as férias deveriam ser o tempo bem empregue: onde conseguimos arranjar agenda para nós e para os outros; onde redescobrirmos que o dinheiro não é tudo, que as melhores coisas da vida não se compram, pois são grátis, são graça. Longe de ser um tempo de evasão, as férias deveriam ser tempo de encontro, de reflexão, de avaliação; deveriam ser uma ocasião para passarmos do tempo de fazer (ter que fazer), para o tempo de viver, o tempo de experiência da autenticidade e da criatividade; Uma oportunidade para transitarmos das evasivas utopias da máquina do tempo para voltarmos a “ter tempo” e a vivê-lo com magia e fantasia infantil.
Quem dera que pelo menos as nossas férias fossem um tempo da experiência compartilhada com o outro, tempo favorável ao encontro, tempo cheio de significados. Como tão bem observou Marcel Proust: “Uma hora não é uma hora, é um vaso cheio de perfumes, sons, projectos e climas”. Uma vida não é vida se não for assim: cheia de perfumes, sons, projectos e climas. Pois, afinal, a vida não é o tempo e os anos que vamos contando, mas uma história de tempos, lugares e encontros cheios de tudo isso.
Dizia a raposa ao Princepezinho, “foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante”. Porque esta continua a ser uma verdade esquecida entre os humanos, é importante que haja quem saiba e ensine a “perder tempo” com o mais importante. E o mais importante continua a ser “criar laços” e “deixar-se cativar”.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Hoje foi o dia em que celebrámos...Santo Inácio Loyola

Deixo para oração e meditação a:


Oração de Santo Inácio Loyola
Tomai Senhor, e recebei
Toda a minha liberdade, e a minha memória também
O meu entendimento, e toda minha vontade
Tudo que tenho e possuo,
Vós me destes com amor
Todos os dons que me destes
Com gratidão vos devolvo
Dispondo deles senhor
Segundo a vossa vontade
Dai-me somente o vosso amor vossa graça
Isso me basta, nada mais quero pedir.

sábado, 28 de julho de 2007

Vaticano vai promover encontro sobre doentes terminais...


Especialistas do mundo inteiro vão reunir-se no Vaticano em torno do tema “Ao lado da pessoa que morre: orientações éticas e operativas”.
O Congresso Internacional, no qual participarão teólogos, filósofos, doutores, bioéticos, cientistas e agentes do mundo da saúde, foi convocado pela Academia Pontifícia para a Vida, e tem data marcada para 25 e 26 de Fevereiro de 2008.
A abertura dos trabalhos será feita pelo presidente do Conselho Pontifício da Pastoral para os Agentes de Saúde, o Cardeal Javier Lozano Barragán, que vai falar sobre “A vida, dom de amor”. Ao presidente da Academia Pontifícia para a Vida, D. Elio Sgreccia, cabe concluir o encontro falando sobre “A informação ao doente incurável”.
A Academia Pontifícia para a Vida foi criada por João Paulo II em 1994, com o objectivo de “estudar” os problemas referentes à promoção e defesa da vida humana, “formar” uma cultura da vida e “informar” sobre esses temas de forma clara e oportuna

(Notícia Ecclesia)

terça-feira, 24 de julho de 2007

Mais um belo destino de férias....

A maneira certa de perder a vida...

Enviaram este texto por e-mail e gostei imenso, penso que é uma excelente descrição dos valores que dominam as pessoas deste "nosso mundo".

Vivemos tempos muito estranhos. Na rotina passa despercebido, mas ficaremos na História como uma das idades mais insólitas. Prova disso é o facto de esta sociedade confirmar uma das frases mais assombrosas da humanidade.
O nosso tempo é aquele em que mais gente se esforça por ganhar a sua vida. A ideologia dominante é a da realização pessoal, concretização de sonhos, promoção de projectos, carreiras, ideais, paixões. Manifestar a sua ambição é direito inalienável e decisivo de todos. Não a conseguir é miséria inaceitável. Da publicidade à educação, da ficção à política, tudo assegura que afirmar-se pessoalmente, impor a sua personalidade, ter sucesso, ganhar a vida é o sumo bem. O prazer é erigido em valor supremo e objectivo primordial. Pelo contrário, o pior crime é limitar a expressão alheia, prejudicar os sonhos de juventude, impedir o florescimento da liberdade. Vivemos o tempo da exaltação do apetite.
Desse ardor ingénuo e cândido surge o fiasco. Porque os sonhos são sempre inatingíveis, as carreiras embatem em mil obstáculos, os projectos distorcem-se ao crescer. Assim, a grande maioria gasta a vida e desperdiça a felicidade em busca de uma ilusão a que julgava ter direito, mas que nunca atinge. A pirâmide alargou e elevou a base, mas continua tão afilada quanto antes. A nossa sociedade deixou de ser composta por humildes que não se atreviam a sonhar. Passou a ser de frustrados ruminando sonhos precocemente empolados.
Aqueles poucos que vislumbram o objecto dos seus anseios reconhecem que ele é muito mais pálido e desinteressante do que parecia à distância. Os sonhos e projectos só são belos vistos de longe. A cor da realidade tem tendência a fazê-los fenecer. Afinal não era bem isto que a gente queria. Alguns desistem desanimados, outros buscam novas demandas, mas todos acabam desiludidos. Eles não sabem que o sonho, afinal, não comanda a vida.
Esses são os afortunados, porque os mais infelizes alcançam e sentem-se realizados pelo que aspiravam. E então reduzem-se à tacanhez da sua ambição, ficam escravos dos seus desejos. Deixar-se deslizar para o marasmo do contentamento é viver a morte em vida. Confundindo embriaguez com felicidade, mergulham cegos no torvelinho do prazer asfixiante que, para se manter, exige novidades sempre mais perversas, acabando por devorar a própria identidade.
A multidão desiludida vive a contemplação de uma elite de satisfeitos, suposta prova da ideologia dominante. Mas televisões e revistas não escondem as vidas esfarrapadas, a vacuidade e tolice dos famosos. Quanto mais se sabe sobre os poucos que dizem ter ganho a vida, tanto mais se mostra a perda radical que sofreram. Esta lição, sucessivamente repetida, tem de demonstrar alguma coisa, mesmo que a cegueira não o admita.
Há dois mil anos foi dito: "quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa há-de salvá-la." (Mt 16, 25; Mc 8, 35; Lc 9, 24; cf. Jo 12, 25). Não se tratou de um conselho sábio, provocação tola ou oráculo paradoxal, pois ninguém entregou a sua vida de forma tão radical e depois a salvou tão espectacularmente. Discípulos ou inimigos têm de reconhecer que Jesus Cristo viveu e morreu por esta frase.
Os vários séculos confrontaram- -se com a profecia da sua primeira parte, mas a dureza dos tempos recusava meios para a verificar. Só a prosperidade da sociedade do consumo e era da informação trouxe recursos para tentar a experiência, vendo depois as massas perderem-se na busca insana de salvar a vida. Hoje sabemos que, afinal, a frase não fixava um castigo. Limitava-se a constatar um erro: o egoísmo queima, o prazer cega, até o altruísmo seca.
Felizmente, hoje como sempre, brilha também a verdade da segunda parte: o desprendimento e alegria da entrega total ao Bem absoluto. A felicidade de se saber, como todos, pessoalmente dilecto da divindade, que é Amor. A sabedoria na vida está em renunciar alegremente a si mesmo e aceitar cada passo, sorver cada percalço desta Via Sacra como um dom eterno.

*João César das Neves
(professor universitário)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Paciência...

No minimo dá que pensar...

Filme da BBDO finalista em Cannes. Se acharem bem, divulguem, pode ser que juntos consigamos um mundo um pouco melhor ... No mínimo, tenham em atenção onde estacionam os vossos carros.

Bento XVI convida os jovens para o Dia Mundial da Juventude...


«O Papa encontra-se a passar um período de repouso até ao próximo dia 27 de Julho, no norte da Itália, em Lorenzago di Cadore. No último domingo, ao falar às cerca de 1.500 pessoas que através dos bosques quiseram subir até ao Castello di Mirabello, que se encontra perto da casa onde Bento XVI está a passar as suas férias, Bento XVI, salientou que “somente o amor suscitado em nós pelo Espírito Santo nos torna testemunhas de Cristo”.
Será com base nesta “verdade espiritual” que amanhã, 20 de Julho, Bento XVI irá divulgar uma mensagem para o 23º Dia Mundial da Juventude.
“Ides receber a força do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas (Act 1,8 )” é o tema que quer congregar todos os jovens neste importante encontro mundial da juventude com o Papa. Nesse sentido, “convido todos a reflectir nos próximos meses, para que se preparem para o grande encontro que terá lugar em Sydney na Austrália, daqui a um ano, precisamente nestes dias de Julho”, referiu Bento XVI acrescentando ainda que as comunidades cristãs daquela nação estão “a trabalhar activamente para vos acolher e sou grato pelos esforços organizativos que estão a desenvolver”.» (Noticia JAG)

terça-feira, 17 de julho de 2007

Brasil quer organizar Jornada Mundial da Juventude em 2015...



A Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil - CNBB, escreveu um dossier para candidatar o Brasil como sede para o Dia Mundial da Juventude, em 2015.
O dossier escrito pelos bispos propõe três grandes metrópoles brasileiras para a realização do evento - Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro.
O evento que se realiza normalmente de três em três anos, seguindo as normas, deveria realizar-se em 2014, mas provavelmente nesse ano, o Brasil poderá ser o anfitrião da Campeonato do Mundo.
O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, através do secretariado da juventude, apoiou a candidatura do Brasil para o JMJ 2015. A próxima Jornada Mundial da Juventude vai realizar-se em 2008, em Sydney, capital da Austrália. Em 2011, os jovens vão congregar-se em Madrid, na Espanha. (Notícia Ecclesia)

Pegadas na areia...

domingo, 15 de julho de 2007

Um novo dia para faina... com o Bom Jesus

Mais um dia, não! Mais uma noite...

Acordo de repente, a pensar num outro futuro... em algo novo, diferente em que fosse possível unicamente dar passos em frente, caminhar em direcção a um futuro não escuro, um futuro a brilhar...
Será isso possível? Encontrar um rumo muito menos duro, em que uma calma estranha me invade e me deixa descansar...
Não sei, talvez isso possa acontecer, num amanhã próximo, que poderá quem sabe, ser hoje... Mas no fundo só me resta tentar, tentar dar um passo em frente, sem ter que o emendar...
Sem deixar de amar Aquele que me guia, me conforta, e me faz acordar a pensar num futuro que será porventura a brilhar...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Está quase a chegar...



O Festival JOTA, o grande festival de música de inspiração cristã que o Departamento da Pastoral Juvenil da Diocese da Guarda está a organizar na ermida Senhora das Dores, no Paul, em plena Serra da Estrela. Serão três dias diferentes, numa aventura diferente, com muita animação e surpresas.

Próximo destino...

Uma actividade para muitos, durante este verão!

E as férias continuam...

terça-feira, 10 de julho de 2007

Jornadas Nacionais de Comunicação Social: Será verdade o que «Vemos, ouvimos e lemos»?

"Nos próximos dias 27 e 28 de Setembro realizar-se-á, em Fátima, na Casa das Dores, as Jornadas Nacionais de Comunicação Social. Destinadas a todos os profissionais da Comunicação Social, esta iniciativa promovida pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja será subordinada ao tema "Será verdade o que «Vemos, ouvimos e lemos»?". Vários oradores tentarão responder às seguintes questões: "Que realidade somos? Que realidade nos comunicam? Que realidade comunicamos? Estará de volta a questão de o que “vemos ouvimos e lemos” é verdade, ou vivemos o quotidiano iludido pelas imagens que fabricamos dentro e fora de nós próprios? O que é o real e o virtual como interagem e se viciam ou aperfeiçoam mutuamente? Quem nos engana? Gostamos de ser enganados? A verdade serve-se em bruto? Quem são os arquitectos e pintores da realidade? Que tom original oferece o olhar cristão? Como constrói a realidade o profissional cristão? Como a reflecte? Que ponte estabelece entre o imaginário e o concreto?" (Noticia Ecclesia)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Papa anuncia Ano Paulino...


"Bento XVI anunciou hoje a celebração de um "especial ano jubilar" dedicado ao Apóstolo Paulo, por ocasião dos 2000 anos do seu nascimento. O Ano Paulino irá prolongar-se de 28 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009.
Este anúncio foi sublinhado com uma salva de palmas por parte dos fiéis que estavam presentes na Basílica de São Paulo fora de muros, para a celebração das I Vésperas da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo.
Bento XVI lembrou que Paulo passou de "violento perseguidor dos cristãos" a Apóstolo de Jesus e por ele "sofreu e morreu". "Como é actual, hoje, o seu exemplo", exclamou.
O nascimento de Paulo é colocado pelos historiadores entre o ano 7 a 10 depois de Cristo.O Papa indicou que Roma será um local privilegiado para a celebração deste Ano Paulino, dado que a cidade conserva o túmulo de São Paulo, descoberto na Basílica romana de São Paulo fora de muros.
"Na Basílica papal e na antiga abadia beneditina poderão ter lugar uma série de eventos litúrgicos, culturais e ecuménicos, pastorais e sociais, todos respeitantes à espiritualidade paulina", disse.
Um destaque especial vai ser dada às peregrinações junto ao túmulo do Apóstolo. Congressos de estudo e publicações especiais de textos paulinos juntam-se a estas iniciativas, para "fazer conhecer cada vez melhor a imensa riqueza dos ensinamentos" de São Paulo, verdadeiro "património da humanidade redimida em Cristo".
Iniciativas análogas poderão ser realizadas noutras partes do mundo, promovidas por muitas das Instituições que levam o nome de São Paulo ou se inspiram nos seus ensinamentos."
(Notícia agência Ecclesia)

Baía do silêncio e da paz...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Afinal quem é que é de cor?

Jesus Cristo Superstar...



Em 1970, Andrew Lloyd Weber e Tim Rice criaram o primeiro verdadeiro musical rock.
Jesus Cristo Superstar baseia-se na vida de Jesus Cristo através dos olhos de Judas. Tecnicamente era uma ópera rock: todos os diálogos são canções.
Quando foi produzido pela primeira vez ainda não era uma peça. Jesus Cristo Superstar era um álbum, que depressa alcançou os maiores tops de venda. O álbum surgiu porque Webber e Rice não arranjaram financiamento para o levar para o palco. Mas, devido ao seu sucesso, rapidamente tal aconteceu. Em 1973, Jesus Cristo Superstar passou para as tela do cinema pela mão de Norwan Jewison, transformando-se num enorme êxito que apaixonou corações.
Relevante e intemporal, Jesus Cristo Superstar é o musical inspirado na maior história de todos os tempos e, nos nossos dias, mais actuante e revolucionária do que no tempo em que pela primeira vez subiu ao palco. O século XXI trouxe-nos o Terrorismo, a hegemonia dos Estados Unidos da América (a nova Roma do tempo de Cristo), o mundo super-capitalista e os fundamentalismos religiosos árabes. A ideia de contar a história de Cristo, identificando-a com as grandes audiências de agora, é revolucionária. Aqui estamos, vinte e um séculos mais tarde, talvez a precisar da mensagem desta História, agora mais do que nunca...

Um inopinado campo de soagem...

terça-feira, 26 de junho de 2007

Finalmente em férias....

Mais um ano mais um período de férias... como é bom regressar às raízes para receber aquele que é um descanso único, insubstituível...
Não será simplesmente mais um período de férias de verão, será um tempo novo de novas amizades, e de partilhas com aqueles que se vão cruzar comigo no dia-a-dia, uns mais conhecidos do que outros, contudo o que importa é tentar crescer com todos...
Importa agora na recta final deste ano lectivo parar, reflectir, analisar e pensar como foi este ano, e se realmente estas férias são ou não merecidas... Fazendo uma breve análise, ainda que seja um pouco a quente, penso que no conto normal, este ano correu bastante bem, todavia podia em muitos e muitos aspectos ter feito melhor, para com todos aqueles que me rodeiam e para comigo...
Parto, com o sentimento de dever cumprido, e na esperança de um regresso feliz, para um novo ano, que poderá ser ainda mais profícuo, mais belo e mais rico em todos os aspectos...
Deixo para terminar a letra dos Polo Norte: "Vou p'ra longe" que neste momento me ocupa a mente, e me transmite uma sensação de alívio e liberdade...


"Faço-me à estrada
Não penso em mais nada
O que será de mim
Uma história em que o princípio
Mais parecia o fim

Na mala do carro
Só levo a guitarra
E as letras que escrever
Vão falar desta viagem
Que eu não vou esquecer

Vou partir, sem demora
Vou partir

Parto sem saber
Sem saber se sou capaz
Deixo tudo para trás
E vou p'ra longe

Se lá vou ficar
O destino irá dizer
Não há tempo a perder E vou p'ra longe

A meio do caminho
Já sinto saudades
De quem lá deixei
Dou por mim aqui sozinho
E assim fiquei

Ao fim de alguns anos
Começo a perceber
É difícil estar tão longe
De quem nos viu nascer"


segunda-feira, 25 de junho de 2007

Ciga-nos...

O Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) promoveu hoje, pelas 16h30, no auditório do CNAI em Lisboa, o lançamento do site sobre comunidades ciganas “Ciga-nos!” acessível através do endereço www.ciga-nos.acidi.pt
No âmbito das suas competências, o ACIDI criou o Gabinete de Apoio às Comunidades Ciganas, a fim de serem fomentadas dinâmicas de inclusão que abram espaço à inserção social e valorização do património cultural destas comunidades, reforçando o diálogo intercultural e promovendo a cidadania.
Com a criação deste site, pretende-se promover a difusão e partilha de informação, criando redes de trabalho, divulgando projectos a decorrer no terreno, fomentando uma imagem positiva das comunidades ciganas e um melhor conhecimento da sua história e cultura. Desta forma, reforça-se o processo de interacção entre os diversos intervenientes e interessados no processo de integração das comunidades ciganas, tendo em vista a busca e a disseminação de melhores soluções. (Noticia Ecclesia)

domingo, 24 de junho de 2007

O Homem Sábio...


«A fama do Homem Sábio que vivia numa pequena casa, no alto da montanha, espalhou-se por toda a região, alastrou às vilas e cidades e chegou, finalmente, aos ouvidos do Governador.
Então este decidiu fazer uma longa e difícil jornada para visitar aquele Homem que tanto sabia e com quem poderia aprender técnicas e artes que melhor o habilitassem na governação da cidade.
Durante todo o caminho foi imaginando como seria o Homem Sábio. Em pensamento via-o majestoso, dignamente vestido, talvez um pouco distante e inacessível, por certo mergulhado em livros raros, tratados difíceis, papeis diversos...
Quando finalmente chegou à casa no alto da montanha e bateu à porta, foi recebido por um velhinho simpático, de aspecto simples, humildemente vestido.
"Eu gostaria de ver o Homem Sábio," disse ele. O velho sorriu e mandou-o entrar.
Enquanto caminhavam os dois ao longo da casa, o Governador olhava ansiosamente à volta, antecipando o encontro com um homem considerado um verdadeiro Sábio. Mas, quando deu por ele, já havia dado a volta a toda a casa e estava, de novo, à porta da rua.
O Governador parou e voltou-se para o velho: "Mas eu quero ver o Homem Sábio!"
Então o velho, a sorrir, disse-lhe:
“Procura olhar para todos que encontras na tua vida, mesmo se te parecerem simples e insignificantes, como Homens com quem poderás sempre aprender qualquer coisa. Mas, para isso, tens de ter não só os olhos mas também o coração e a mente abertos. Se te fechares nas tuas ideias feitas, nem que te cruzes com o Homem mais sábio do mundo aprenderás o que quer que seja.”
E, dito isto, sempre a sorrir, fechou a porta.
Então o Governador compreendeu que aquele era o Homem Sábio que procurava. Apenas os preconceitos que tinha dentro dele, a ideia formada relativamente ao que seria um Homem Sábio, tinham feito que aquela viagem tivesse sido (quase) em vão.»
(Conto Zen)

Não seremos nós também, muitas vezes como o governador? Andamos à procura de algo que na maior parte das vezes está dentro de nós...

sábado, 23 de junho de 2007

A chávena cheia...

Um conto que nos faz reflectir na nossa maneira de ser e sobre as nossas prioridades:

«Conta-se que Nan-In, sábio mestre japonês, certa vez recebeu a visita de um professor universitário, doutorado com “louvor e distinção” em conceituadas universidades, que lhe veio inquirir sobre filosofia Zen.
O professor iniciou um longo discurso intelectual sobre as suas dúvidas e Nan-In começou a tentar esclarecê-lo. Mas, a cada frase ou opinião do mestre japonês, logo o professor universitário contrapunha os seus saberes sobre a questão em particular.
Entretanto, chegou a hora do chá. Nan-In serviu o visitante e encheu completamente a chávena do professor universitário, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.
O professor, ao ver o excesso de chá a derramar-se, sem se poder mais conter, disse:
"Está muito cheio. Não cabe mais chá!"
Então Nan-In, o sábio mestre japonês, disse:
”Como esta chávena, você está completamente cheio das suas próprias crenças, preconceitos, opiniões, teorias, especulações... Como quer aprender qualquer coisa nova e diferente sem primeiro esvaziar, um pouco que seja, a sua chávena?”»

(Conto Zen)


sexta-feira, 22 de junho de 2007

Realmente é dificil entender...

Leiam este post que nos alerta para uma realidade que está bem presente na actualidade do nosso país... como é que é possível ter dois pesos e duas medidas...

«É difícil entender - diz o senhor Dr. José Manuel Fernandes no Público - como pode um acto voluntário não obrigar ao pagamento de uma taxa moderadora enquanto um acto involuntário (estar-se doente) requer esse mesmo pagamento».
Se isto não configura um estímulo à prática do aborto, não sei o que possa configurar. Mas o diploma já está publicado e vai entrar em vigor a 15 de Julho.
Numa altura em que os cuidados básicos de saúde vêem o seu preço aumentado, é espantoso que o aborto se torne totalmente gratuito.
Gratuito para quem o faz, já que os contribuintes (inclusive os que se opõem ao aborto) vão ter de o financiar.
É que o custo de cada aborto está estimado entre 830 e 1074 euros. Ou seja, o aborto vai custar a todos...menos a quem o exige!


Transcrito do : http://padrejoaoantonio.blogs.sapo.pt

A Luz de Deus....

Os raios de luz são como que olhares de Deus sobre este mundo em que vivemos... imperfeito? Talvez... mas criação de Deus... Contemplem esta bela imagem...

Foi me colocado um desafio...

Foi me colocado um desafio para comentar a frase: "Se eu não tiver amor nada sou..." Transcrevo o meu simples comentário:

Cara Sónia! Aceito o teu desafio, mas antes de mais deixa-me dizer que é para mim muito dificil escrever algo sobre o amor...
Depois de me colocar a pensar sobre a frase:"Se eu não tiver amor nada sou..." comecei a divagar pela Carta aos Coríntios, e de repente parei... e pensei: o que é que o São Paulo queria dizer com esta frase que parece tão simples mas no fundo é tão profunda, tão clara, tão bela... como é que São Paulo numa simples frase consegue resumir a finitude humana e a grandeza do amor de Deus, nosso criador, nosso salvador e Amor único e primeiro...
Fico resignado e ao mesmo tempo reconfortado no Amor! sim no amor único... daquele Deus amigo, que nos faz suplantar toda a superficialidade que está impragnada em nós e nos faz acordar de uma forma primaz para aquela será a vivência plena, única e sempre eterna... a felicidade celeste...
Não sei se estive à altura do desafio... tentei...

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Hoje o Evangelho fala-nos do Pai-nosso...


Mais uma vez o Evangelho fala-nos do Pai-nosso, mas nunca é demais pois nós nunca o chegaremos a compreender, a vivê-lo e a amá-lo!
Deixo uma interpretação do Pai-nosso que não é minha, mas é de alguém que sabe de certeza o que é o Pai-nosso, melhor do que eu!
Se em minha vida não ajo como filho de Deus,
fechando meu coração ao amor,
será inútil dizer: PAI NOSSO.
Se os meus valores são representados pelos bens da terra,
será inútil dizer: QUE ESTAIS NO CÉU.
Se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo,
será inútil dizer: SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME.
Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades,
será inútil dizer: VENHA A NÓS O VOSSO REINO
Se no fundo o que eu quero mesmo é que todos os meus desejos se realizem,
será inútil dizer: SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.
Se prefiro acumular riquezas, desprezando meus irmãos que passam fome,
será inútil dizer: O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE.
Se não importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar aos que atravessam o meu caminho,
será inútil dizer: PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO.
Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho do Cristo,
será inútil dizer: E NÃO DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.
Se por minha vontade procuro os prazeres materiais e tudo o que é proibido me seduz,
será inútil dizer: MAS LIVRAI-NOS DO MAL....
Se sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar,
será inútil dizer: AMÉM.

Ontem foi o dia mundial dos refugiados....


Bento XVI lançou ontem um apelo em favor dos refugiados de todo o mundo, pedindo que haja maior atenção, na opinião pública, para a situação dos que "foram obrigados a fugir do seu país na sequência de um real perigo de vida".
"Convido os responsáveis das Nações a oferecer protecção a quantos se encontram em tão delicada situação de necessidade", indicou.
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, o número de refugiados disparou de 21 milhões em 2005 para 33 milhões o ano passado, um aumento sem precedentes no último quinquénio.
Acolher os refugiados com hospitalidade, lembrou o Papa, é "um dever de solidariedade humana, para todos, a fim de que eles não se sintam isolados por causa da intolerância e do desinteresse".
Para os cristãos, acrescentou, esta é uma oportunidade "para manifestar o amor evangélico".
"Desejo, do fundo de coração, que a todos estes nossos irmãos e irmãs, duramente provados pelo sofrimento, seja garantidos o asilo e o reconhecimento dos seus direitos", concluiu Bento XVI.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Quem me leva os meus Fantasmas?...

Está ai o novo albúm do Pedro Abrunhosa: " Luz", este é um raio desta nova "Luz"... Apreciem, ouçam, vejam e amem...


Nasceste antes de 1986???


Esta merece!!!!! Deliciem-se... Nascidos antes de 1986
De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípio de 80 não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas em tinta á base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamento com tampas à prova de crianças ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags – viajar á frente era um bónus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.
Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões.
Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saímos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.
Não tínhamos Play Station, X Box.
Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.
Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.
Jogávamos ao elástico e á barra e a bola até doía!
Caíamos das arvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.
Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Íamos a pé para casa dos amigos.
Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
Criávamos jogos com paus e bolas.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem, eles estavam do lado da lei.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.
És um deles?
Parabéns!
Esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, 'para nosso bem'.
Isto meus amigos é surpreendentemente medonho... e talvez ponha um sorriso nos vossos lábios:
A maioria dos estudantes que estão nas universidades hoje nasceram em 1986...chamam-se jovens.
Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname.
A SIDA sempre existiu.
Os CD's sempre existiram.
O Michael Jackson sempre foi branco.
Não conseguem imaginar a vida sem computadores.
Não acreditam que houve televisão a preto e branco.
Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
heheheh , mas tivemos uma infância do caraças!!!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Os «10 Mandamentos» da Estrada...



O Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI) publicou hoje os «10 Mandamentos» da Estrada, manifestando a sua preocupação pelos milhões de mortes e feridos provocados pelos acidentes
rodoviários em todo o mundo, ficam aqui também para reflectir...

Decálogo dos condutores

I.Não matarás

II. A estrada seja para ti um instrumento de comunhão, não de danos mortais

III. Cortesia, correcção e prudência ajudar-te-ão

IV. Sê caridoso e ajuda o próximo em necessidade, especialmente se for vítima de um acidente

V. O automóvel não seja para ti expressão de poder, de domínio e ocasião de pecado

VI. Convence os jovens e os menos jovens a não conduzirem quando não estão em condições de o fazer

VII. Apoia as famílias das vítimas dos acidentes

VIII. Procura conciliar a vítima e o automobilista agressor, para que possam viver a experiência libertadora do perdão

IX. Na estrada, tutela a parte mais fraca

X. Sente-te responsável pelos outros

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Mais um dia de faina....

Hoje foi mais um dia de faina... proveitosa? Sinceramente não sei! Talvez sim, talvez não... melhor do que eu para avaliar, só Aquele que me dirige, me conduz, me guia pela bonança neste mar infinito que é o mundo...
Contudo penso que foi um bom dia hoje... podia ter sido melhor, ou até óptimo é verdade, mas foi bom... amanhã será melhor! É nesta certeza que dia após dia, continuo a levantar a âncora do meu barco e a navegar... a navegar até um dia encontrar verdadeiramente o meu porto de abrigo...

sábado, 16 de junho de 2007

Um paraíso nesta terra...

Palavras ao Vento... um blog de uma poeta... Sonhadora até, talvez!

"Às vezes não sei quem sou... ando perdida nestas encruzilhadas que a vida me propõe... por vezes sigo mesmo o caminho errado, somente para me aperceber de que já não me é dada a oportunidade de trilhar o certo... Aprendi que há coisas que simplesmente não estão destinadas a acontecer, enquanto outras são simplesmente inevitáveis, independentemente da minha vontade de querer ou não contrariá-las... Quando a vida me magoa deixo que a chuva se misture às minhas lágrimas e sigo em frente... sempre em frente... uma folha jogada no vento... à mercê das suas correntes... com nada mais que uma ténue esperança de chegar a bom porto... Esta sou eu... e estas as minhas palavras... parte daquilo que fui, parte daquilo que sou... necessariamente parte do que serei... Sejam bem-vindos ao meu pequeno mundo de sonhos e contradições..."

Passem por lá que vale a pena, ou até a galinha toda!... lol

Retrato de um instante...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Mais um dia... não decididamente não! Um dia imenso, único, talvez até mágico!

Hoje ao acordar, surgiu-me um singelo pensamento: reflectir acerca da vida...
Da vida mas não de uma forma global, estranha ou estereotipada...
Pensei...
Vagueei... por mundo imenso, único, inigualável que é o pensamento…
De uma forma simples tentei pesar na minha desregulada balança os momentos comuns do meu dia-a-dia... Por vezes nestes não abunda alegria, contudo são belos, claros, naturais, talvez até mágicos...
Porém acordei a dar importância àqueles frágeis momentos que na maior parte dos anos, dos meses, das semanas, dos dias, das horas, dos minutos, dos segundos não dou qualquer tipo de importância...
Muitas vezes esses momentos preenchem-me muito mais, não de uma forma material ou talvez mundana, mas no intimo do meu coração...
Admirável! Cada dia é uma nova vitória!
Como foi bom Senhor acordar, e Tu dares-me a possibilidade de Te reconhecer ao raiar deste novo dia... no meu intimo... no meu coração…

Obrigado...