quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Papa explica nova encíclica...

Bento XVI falou hoje sobre a sua nova encíclica, Spe salvi, e da importância de apresentar a esperança no mundo de hoje.
“É evidente, de uma maneira dramática que o mundo precisa de Deus: de facto a ciência não é capaz de redimir a humanidade embora possa contribuir para o bem–estar”.O Papa destacou que “o homem é redimido pelo amor, que torna boa e linda a vida pessoal e social. Por isso a grande esperança, aquela plena e definitiva é garantida por Deus que em Jesus nos visitou e nos deu a vida e nele virá no fim dos tempos”.
“Temos esperança em Cristo e é Ele que esperamos. Com Maria, sua Mãe, a Igreja vai ao encontro do Esposo: fá-lo com as obras de caridade, porque a esperança, como a fé mostra-se no Amor".
“Jesus, com a sua morte na cruz e a sua ressurreição, revelou-nos o seu rosto, o rosto de um Deus de tal modo grande no amor que nos comunicou uma esperança inquebrantável, que nem a morte pode prejudicar, porque a vida de quem se entrega a este Pai, abre-se à perspectiva da eternidade bem-aventurada".
(Rádio Vaticano)
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Ser Pobre…

Um pai, abastado, queria que o seu filho soubesse o que era ser pobre, então levou-o para passar uns dias com uma família de camponeses.
O menino passou 3 dias e 3 noites com a família de camponeses. No carro, de regresso a casa, à cidade, o pai perguntou-lhe:
- Como foi a experiência?
- Boa - respondeu o filho, com o olhar perdido à distância.
- E o que é que aprendeste? - Insistiu o pai.
O filho respondeu:
- Que nós temos um cão e eles tem quatro.
- Que nós temos uma piscina com água tratada, que é metade do nosso quintal. Eles têm um rio sem fim, de água cristalina.
- Que nós importamos candeeiros do Oriente para iluminar o nosso jardim, enquanto eles tem as estrelas e a lua para iluminá-los.
- O nosso quintal chega até o muro. O deles chega até o horizonte.
- Nós compramos a nossa comida, eles cozinham-na.
- Nós ouvimos mp3. Eles ouvem uma perpétua sinfonia de pássaros, periquitos, sapos, grilos e outros animais...
- Nós usamos microondas. Tudo o que eles comem tem o glorioso sabor do fogão a lenha.
- Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes... Eles vivem com as suas portas abertas, protegidos pela amizade dos seus vizinhos.
- Nós vivemos presos ao telemóvel, ao computador, à televisão. Eles estão presos à vida, ao céu, ao sol, à água, ao verde do campo, aos animais, às suas sombras, à sua família…
Às vezes é bom reflectirmos e olharmos para nós próprios, antes de julgarmos aqueles que estão ao nosso lado...
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Semana dos Seminários chegou ao fim...
A Semana dos Seminários encerrou no passado domingo dia 18, mas não o seu trabalho...
Ao longo de uma semana, a Igreja esteve voltada de forma especial para os Seminários. Instituições que apresentam uma realidade, concebida como diferente, distante, mas envolta também em desconhecimento. É preciso dar a conhecer a verdadeira realidade, criando para isso, momentos de proximidade e esclarecimento sobre esta realidade.
Mais do que valorizarmos o ministério sacerdotal, que é o centro da mensagem, devemos preocuparmo-nos em despertar novas vocações à família, porque esta é o berço para a realização de toda e qualquer vocação...
Ao longo de uma semana, a Igreja esteve voltada de forma especial para os Seminários. Instituições que apresentam uma realidade, concebida como diferente, distante, mas envolta também em desconhecimento. É preciso dar a conhecer a verdadeira realidade, criando para isso, momentos de proximidade e esclarecimento sobre esta realidade.
Mais do que valorizarmos o ministério sacerdotal, que é o centro da mensagem, devemos preocuparmo-nos em despertar novas vocações à família, porque esta é o berço para a realização de toda e qualquer vocação...
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Uma pequena história...
Deixo-vos uma breve história anónima que pode ajudar-nos a compreender o amor de Cristo por nós e o quanto a sua presença por vezes nos passa despercebida:
«Um excelente nadador tinha o costume de correr até à água e de molhar apenas o dedo grande do pé antes de mergulhar. Alguém intrigado com aquele comportamento, perguntou-lhe qual a razão daquele hábito.
O nadador sorriu e respondeu: "Há alguns anos eu era professor de natação. Ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até à piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz porque a lua brilhava através do tecto de vidro da piscina. Quando estava no trampolim, vi a minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, a minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando a minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e no seu significado. Eu não era cristão, mas quando era criança ouvi dizer que Jesus tinha morrido na cruz para nos salvar pelo seu precioso sangue. Naquele momento as palavras daquele ensinamento vieram-me à mente e fizeram-me recordar o que tinha aprendido sobre a morte de Jesus. Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos. Finalmente desci do trampolim e fui até à escada para mergulhar na água. Desci a escada e os meus pés tocaram no piso duro e liso do fundo da piscina. Tinham esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo e senti um arrepio nas costas. Se eu tivesse saltado seria o meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei-me na berma da piscina, pedi perdão dos meus pecados e entreguei-me a Cristo, consciente de que foi exactamente numa cruz que Jesus morreu para me salvar. Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou à piscina molho o dedo do pé antes. Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar ou atrasar as coisas pois tudo acontece no seu devido tempo e esse tempo é o tempo de Deus e não nosso".»
«Um excelente nadador tinha o costume de correr até à água e de molhar apenas o dedo grande do pé antes de mergulhar. Alguém intrigado com aquele comportamento, perguntou-lhe qual a razão daquele hábito.
O nadador sorriu e respondeu: "Há alguns anos eu era professor de natação. Ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até à piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz porque a lua brilhava através do tecto de vidro da piscina. Quando estava no trampolim, vi a minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, a minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando a minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e no seu significado. Eu não era cristão, mas quando era criança ouvi dizer que Jesus tinha morrido na cruz para nos salvar pelo seu precioso sangue. Naquele momento as palavras daquele ensinamento vieram-me à mente e fizeram-me recordar o que tinha aprendido sobre a morte de Jesus. Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos. Finalmente desci do trampolim e fui até à escada para mergulhar na água. Desci a escada e os meus pés tocaram no piso duro e liso do fundo da piscina. Tinham esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo e senti um arrepio nas costas. Se eu tivesse saltado seria o meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei-me na berma da piscina, pedi perdão dos meus pecados e entreguei-me a Cristo, consciente de que foi exactamente numa cruz que Jesus morreu para me salvar. Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou à piscina molho o dedo do pé antes. Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar ou atrasar as coisas pois tudo acontece no seu devido tempo e esse tempo é o tempo de Deus e não nosso".»
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Igreja e Eutanásia...
Um artigo bem feito do prof. Daniel Serrão, explica os contornos de uma questão delicada e mal interpretada.

Ciclicamente agita-se, nos meios de comunicação social, a questão da eutanásia e sempre se torna necessário esclarecer as consciências dos cristãos sobre o que verdadeiramente está em causa.
Eutanásia é a morte deliberada e intencional de uma pessoa, a seu pedido, pela outra pessoa que recebe e acolhe o pedido. Se não há pedido não há eutanásia, há um homicídio comum. Se há pedido há também um homicídio, mas em resposta a uma vontade expressa pela pessoa que é assassinada.
Quando a pessoa está doente e solicita ao seu médico que a mate este não pode acolher este pedido, porque não é sua função matar o seu doente. Mas deve imediatamente acolher com respeito este pedido e dar a maior atenção aos motivos que levam aquele doente a desejar ser morto em vez de desejar viver.
Podem ser dores, e então a obrigação do médico é tratar as dores e hoje não há dores intratáveis. O doente sem dores não solicita a eutanásia.
Pode ser um sofrimento difícil de suportar. Então o médico com a ajuda do enfermeiro e de outros profissionais, designadamente psicólogos clínicos, porá à disposição do seu doente em desespero, todos os meios que permitem tornar suportável o sofrimento.
Pode ser um sentimento de esgotamento de qualquer projecto de vida que faz com que a pessoa, em dificuldades, prefira morrer a viver. Também este estado psicológico é susceptível de tratamento que consegue reconstruir a vontade de viver.
Por vezes o doente chega a estes estados por cuidados médicos a mais ou por cuidados médicos a menos.
Por obstinação terapêutica, em situações que já atingiram a fase da incurabilidade e estes cuidados a mais, desproporcionados, geram um grande sofrimento. A pessoa tem o direito de os recusar e de viver o seu período terminal em paz.
Pode não estar bem tratada,em especial das dores e do sofrimento e estes cuidados a menso criam estados de desespero e motivam pedidos de eutanásia. A pessoa tem direito a exigir que lhe seja prestado o tratamento próprio da fase terminal, que é o cuidado paliativo.
O cuidado paliativo é um cuidado especializado prestado por uma equipe de profissionais competentes nas várias disciplinas que o compõem. Pode ocorrer em unidades próprias, em áreas de hospitais de cuidados gerais ou no domicílio.
A evidência, onde existe o cuidado paliativo, é que o doente que está acolhido e tratado de todas as perturbações, físicas, psicológicas e espirituais que ocorrem na fase terminal da vida, não pensa em eutanásia, nem a pede nunca, porque compreendeu que a eutanásia não é a solução.
Para a Igreja Católica é esta a solução e já vão aparecendo unidades inspiradas por instituições com ligação à Igreja Católica. É preciso que se criem muitas mais e que a Igreja contribua para a formação do pessoal especializado necessário. No cuidado paliativo não há lugar para a recusa de cuidados extraordinários ou desproporcionados, que a doutrina católica, desde Pio XII, sempre reprovou, porque o cuidado paliativo não acelera nem atrasa o processo de morrer. O doente é acompanhado constantemente e todas as intercorrências são tratadas, sempre, com competência técnica e em tempo útil. Mas sem nenhuma orientação intensivista e de suporte artificial de funções vitais quando já só produz sofrimento e em nada beneficia o doente. Só é feito o que contribui para manter o bem-estar da pessoa até ao momento final.
No cuidado paliativo o processo de morrer é re-socializado, com um lugar importante à família e aos amigos que também são objecto do cuidado paliativo e são por isso participantes na criação de um estado de permanente bem-estar para a pessoa.
Uma pessoa que é “depositada” numa cama de hospital para morrer no maior abandono e esquecida dos cuidadores ou submetida a intervenções intensivas e inúteis, essa é candidata a pedir a eutanásia. Mas a eutanásia não é, nunca, a solução.
Em vez de proclamar que a eutanásia deve ser proibida ou permitida, a posição da Igreja é a de que ninguém esteja nunca em situação de pensar que a eutanásia é a solução para o seu desespero. Dizer que se mata por compaixão é, de facto, matar a compaixão.

Ciclicamente agita-se, nos meios de comunicação social, a questão da eutanásia e sempre se torna necessário esclarecer as consciências dos cristãos sobre o que verdadeiramente está em causa.
Eutanásia é a morte deliberada e intencional de uma pessoa, a seu pedido, pela outra pessoa que recebe e acolhe o pedido. Se não há pedido não há eutanásia, há um homicídio comum. Se há pedido há também um homicídio, mas em resposta a uma vontade expressa pela pessoa que é assassinada.
Quando a pessoa está doente e solicita ao seu médico que a mate este não pode acolher este pedido, porque não é sua função matar o seu doente. Mas deve imediatamente acolher com respeito este pedido e dar a maior atenção aos motivos que levam aquele doente a desejar ser morto em vez de desejar viver.
Podem ser dores, e então a obrigação do médico é tratar as dores e hoje não há dores intratáveis. O doente sem dores não solicita a eutanásia.
Pode ser um sofrimento difícil de suportar. Então o médico com a ajuda do enfermeiro e de outros profissionais, designadamente psicólogos clínicos, porá à disposição do seu doente em desespero, todos os meios que permitem tornar suportável o sofrimento.
Pode ser um sentimento de esgotamento de qualquer projecto de vida que faz com que a pessoa, em dificuldades, prefira morrer a viver. Também este estado psicológico é susceptível de tratamento que consegue reconstruir a vontade de viver.
Por vezes o doente chega a estes estados por cuidados médicos a mais ou por cuidados médicos a menos.
Por obstinação terapêutica, em situações que já atingiram a fase da incurabilidade e estes cuidados a mais, desproporcionados, geram um grande sofrimento. A pessoa tem o direito de os recusar e de viver o seu período terminal em paz.
Pode não estar bem tratada,em especial das dores e do sofrimento e estes cuidados a menso criam estados de desespero e motivam pedidos de eutanásia. A pessoa tem direito a exigir que lhe seja prestado o tratamento próprio da fase terminal, que é o cuidado paliativo.
O cuidado paliativo é um cuidado especializado prestado por uma equipe de profissionais competentes nas várias disciplinas que o compõem. Pode ocorrer em unidades próprias, em áreas de hospitais de cuidados gerais ou no domicílio.
A evidência, onde existe o cuidado paliativo, é que o doente que está acolhido e tratado de todas as perturbações, físicas, psicológicas e espirituais que ocorrem na fase terminal da vida, não pensa em eutanásia, nem a pede nunca, porque compreendeu que a eutanásia não é a solução.
Para a Igreja Católica é esta a solução e já vão aparecendo unidades inspiradas por instituições com ligação à Igreja Católica. É preciso que se criem muitas mais e que a Igreja contribua para a formação do pessoal especializado necessário. No cuidado paliativo não há lugar para a recusa de cuidados extraordinários ou desproporcionados, que a doutrina católica, desde Pio XII, sempre reprovou, porque o cuidado paliativo não acelera nem atrasa o processo de morrer. O doente é acompanhado constantemente e todas as intercorrências são tratadas, sempre, com competência técnica e em tempo útil. Mas sem nenhuma orientação intensivista e de suporte artificial de funções vitais quando já só produz sofrimento e em nada beneficia o doente. Só é feito o que contribui para manter o bem-estar da pessoa até ao momento final.
No cuidado paliativo o processo de morrer é re-socializado, com um lugar importante à família e aos amigos que também são objecto do cuidado paliativo e são por isso participantes na criação de um estado de permanente bem-estar para a pessoa.
Uma pessoa que é “depositada” numa cama de hospital para morrer no maior abandono e esquecida dos cuidadores ou submetida a intervenções intensivas e inúteis, essa é candidata a pedir a eutanásia. Mas a eutanásia não é, nunca, a solução.
Em vez de proclamar que a eutanásia deve ser proibida ou permitida, a posição da Igreja é a de que ninguém esteja nunca em situação de pensar que a eutanásia é a solução para o seu desespero. Dizer que se mata por compaixão é, de facto, matar a compaixão.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Bento XVI apela à objecção de consciência: Farmacêuticos também devem ter o direito de não colaborar perante casos de aborto e de eutanásia…

O Papa defendeu hoje no Vaticano que a objecção de consciência "é um direito que deve ser reconhecido" também aos farmacêuticos nos casos do aborto e da eutanásia.
Recebendo no Vaticano os participantes do Congresso Mundial "As novas fronteiras do acto farmacêutico", o Papa pediu que estes profissionais possam ter a opção de "não colaborar directa ou indirectamente no fornecimento de produtos que têm como objectivo escolhas claramente imorais".
Entre as preocupações apontadas estão as substâncias que impedem "a nidificação de um embrião" (a chamada pílula abortiva" e as que procuram "abreviar a vida de uma pessoa".
"A vida deve ser protegida desde a sua concepção até à sua morte natural", indicou Bento XVI, pedindo aos farmacêuticos que desempenhem "um papel educativo com o paciente, para um justo uso dos cuidados médicos e, sobretudo, para dar a conhecer as implicações éticas da utilização de determinado fármaco".
“A procura de um bem para toda a humanidade não se pode fazer em detrimento do bem das pessoas tratadas" sublinhou ainda.
Tendo em conta as “implicações éticas” destes temas, o Papa deixou votos em favor de uma mobilização dos que trabalham nas diferentes profissões ligadas à saúde, católicos e “pessoas de boa vontade”, para que se aprofunde a formação, não só no plano ético, mas também no que diz respeito às questões bioéticas.
“O ser humano deve estar sempre no centro das opções biomédicas”, indicou.
Bento XVI defendeu também “a solidariedade no domínio terapêutico, para permitir um acesso aos medicamentos de primeira necessidade de todas as camadas da população e em todos os países, nomeadamente para as pessoas mais pobres”.
(Notícia AE)
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